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VERMELHOS

A série nomeada Vermelhos é uma instalação constituída por uma série de objetos híbridos (natural/artificial) que se mesclam de modo caótico e cuja tessitura se autonomiza a cada montagem em função da combinação dos objetos e da montagem nos diferentes espaços expositivos.  Dezenas de hastes florais secas de inflorescências de areca-bambu (Dypsis lutescens) foram coletadas e serviram de receptáculos para as gêmulas (espuma expansiva de poliuretano) que brotam sob superfície do tecido vegetal. Busca-se, desta forma, perturbar os limites entre o natural (ramos vegetais) e o artificial (espuma expansiva), travando um diálogo com estes seres/objetos através dos cheios e vazios, que invadem o espaço como se fossem colônias de seres que se procriam livremente. O previsível-imprevisível ocorre também pela adesão ou não dos volumes de espuma expansiva - material usualmente empregado na vedação de portas e janelas. Neste trabalho, não há obstáculos para a expansão da espuma por isso ela cresce sem limite. Parte dos volumes reverberam das hastes florais caindo sobre o solo em grande quantidade, enquanto que outros volumes são incorporados ao tegumento vegetal. Portanto, trabalha-se no limiar do acaso tanto na fixação/não fixação da espuma - visto que esta se propaga livremente em contato com o ar -, como pela sobreposição das camadas que se fundem umas nas outras formando um tecido de protuberâncias de formas diversas. Por meio desta instalação evocam-se as possibilidades poéticas da dialética entre o pulsar e o acaso da vida; evoca-se tanto a fecundidade da procriação quanto a fragilidade e a excepcionalidade da vida, trava-se um embate entre o controlável-incontrolável, cheios-vazios, e orgânico- artificial.

The art installation called “Vermelhos” (or Reds in English) consists of a series of hybrid objects (natural / artificial) that mix together chaotically and whose texture becomes autonomous for each composition based on the combination of objects and the variety of exhibition spaces in which it is installed. Dozens of dried areca-palm stems (Dypsis lutescens) were collected and served as receptacles for the gemmule (polyurethane expansive foam) sprouting beneath the surface of the plant tissue. The work seeks to break the boundaries between the natural (plant branches) and the artificial (expansive foam), establishing a dialogue with these beings / objects through the filled space and the voids, which invade the space as if they were colonies of beings that procreate freely. The predictable-unpredictable also occurs also through the adhesion, or not, of the volumes of expansive foam – a material usually used for sealing doors and windows. In this work, there are no obstacles to the expansion of the foam, so it grows without limit. Some of the volumes rebound from the plant stems falling on the ground in large quantities, while other volumes are incorporated into the plant surfaces. Therefore, evolving on the on the threshold of chance not only in the adhesion / non-adhesion of the foam – given that it freely propagates in contact with the air – but also in the overlapping of the layers that merge into one another forming a fabric of protuberances of varying shapes. Through this installation the poetic possibilities of the dialectic between the pulse and the cessation of life are evoked; the fertility of procreation is evoked as well as the fragility and the exceptionality of life, there is a clash between the controllable-uncontrollable, the fill-void, and the organic-artificial.